segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A ESPERANÇA

Tu que segues entre caminhos e travessas..
Tu que ontem tinhas tudo, e o hoje já não existe, porque...
vagueias sem lar, perdes-te entre as ondas da cruel solidão.
Vives sem amor, andas sem rumo, e sem norteio arrastas teu amargurado ser por entre velhas extremidades, em busca de esperança.

Tentas alcançar a Luz, mas na turva névoa desorienta o sentido do teu viver...como podes viver sem paz?
Amarguradas horas que lutas, rasgas a pele da carne doente, e alguém te ouviu?


Olhar algum susteve teu ser, ou estendeu a sua misericordiosa ajuda para ti?
Por onde te perdes vida aprisionada, á própria sentença?
Liberta-te, ouve o desejo em ti!
Dor atroz que invade a triste alma, que de nobre sustem a última, e única esperança.

Lembras-te do dia em que ouviste a Voz?

Há esperança, não fujas do rumo que ainda sustem o teu viver..os segundos desvanecem na areia do tempo
Somente te resta a ESPERANÇA, em quem por ti deu a vida.

Não chores, não estás só. Nem abandonado foste!
Anseias a busca permanente da outrora alegria,
Sabes que o sorriso mudou, e hoje vincado está o rugoso semblante..
Não há nada para explicar, para temer ou julgar.






Ainda há tempo, agarra-o com o teu coração,
a ESPERANÇA, pode mudar teu viver!


(Pensamentos SDI)

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